Ultrassonografia

O método de ultrassonografia 3D (três dimensões) é uma inovação do método 2D, transforma as imagens convencionais em imagens tridimensionais, permitindo que a mamãe consiga visualizar uma imagem mais realista do seu bebê. Essas imagens obtêm uma qualidade quase fotográfica. Aliás hoje temos até aplicativo para aprimorar as imagens 3D obtidas pelo ultrassom! Além disso hoje em dia é possível até fazer a impressão das imagens 3D!

A ultrassonografia 3D/4D pode ser realizada em qualquer fase da gestação. Entretanto é importante informar que, dependendo da idade gestacional, a imagem que iremos obter é diferente. Por exemplo, imagens em fases iniciais da gestação irão mostrar o corpo do feto inteiro, mas não conseguirão ver pequenos detalhes pois o bebê ainda é extremamente pequeno. Próximo a 20 semanas de gestação já é possível conseguir algumas imagens da face, entretanto elas ainda não são muito bonitas pois nesta fase o feto ainda tem pouco tecido gorduroso, portanto a imagem é praticamente o esqueleto do feto. As melhores imagens da face são obtidas entre 26 a 29 semanas de gestação, pois neste período o feto já tem uma boa quantidade de tecido gorduroso em baixo da pele e ainda tem bastante líquido (o que é extremamente necessário para formação de imagens nítidas). Após 30 semanas podemos eventualmente obter imagens boas, entretanto isto torna-se muito difícil pois o espaço dentro do útero acaba tornando-se reduzido e o rosto fica a maior parte do tempo encoberto. Por isso nós recomendamos que você planeje a realização do exame entre 26 a 29 semanas de gestação.

Devo realizar algum preparo especial?

Nenhum preparo especial é necessário. Entretanto evitar de usar cremes no abdome e ingerir bastante líquido nas 24 horas que antecedem o exame pode ajudar a obter imagens melhores.

Ultrassonografia em 4D
Ultrassonografia em 4D Live
Ultrassonografia em 3D

Como se realiza uma ultrassonografia tridimensional?

A forma que o exame é realizado não difere muito da ultrassonografia comum. A grande diferença está no pós-processamento de imagens, realizado pelo aparelho de ultrassonografia. Vários cortes bidimensionais são obtidos por um sensor apropriado e o aparelho de ultrassonografia faz a reconstrução destes cortes para gerar a imagem em 3D/4D.

Existem casos onde a imagem não fica boa?

Sim. Os principais fatores para a qualidade da imagem são:

  • A posição fetal – quando o feto está com a face voltada para as costas da mãe torna-se impossível de gerar uma imagem do rosto;
  • As características do líquido amniótico – o líquido amniótico provém para o aparelho o contraste necessário para a formação de uma boa imagem. O líquido escuro e a superfície da pele branca produzem as condições técnicas necessárias para a reconstrução da imagem. Quando o volume de líquido está diminuído ou se ele fica muito ecogênico (branco) isso pode impossibilitar a aquisição de uma boa imagem;
  • A atenuação do som nos tecidos maternos – a qualidade da imagem está diretamente ligada a passagem do som pelos tecidos maternos. Em situações onde o som tem dificuldade de passar (como pacientes com fibrose por cirurgias prévias ou pacientes com tecido adiposo espesso) a imagem poderá ficar ruim.
  • A idade gestacional em que está sendo feito o exame.
  • Além disso, todas as situações que deixam a imagem bidimensional ruim irão também piorar a imagem no 3D.

Para obtermos uma imagem 3D/4D boa, inicialmente devemos ter uma imagem boa no exame de 2D. É importante frisar que o 3D não melhora a imagem do 2D, se a imagem estiver ruim no 2D provavelmente você não verá nada no 3D/4D. Para entender como deve estar a imagem veja as figuras abaixo. Na primeira imagem estamos vendo como idealmente seria a imagem em 2D para obtermos boas imagens 3D/4D. Observe três coisas importantes: (1) existe uma boa quantidade de líquido na frente da face fetal; (2) existe um bom contraste entre o líquido (preto) e a pele fetal (cinza); (3) não existem estruturas na frente da face (como membros fetais, cordão ou placenta).

Quando captamos a imagem 3D, o aparelho mostra inicialmente uma tela com 3 planos (horizontal, vertical e coronal) e a reconstrução 3D. Observe a área livre (escuro do líquido amniótico) diante da face fetal. Veja ainda que parte da face está bloqueada pela placenta (cinza) e a placenta é observada também na reconstrução 3D. É importante notar também que, mesmo que não identifiquemos nada na imagem do perfil, no momento que montamos a imagem 3D/4D poderemos observar alguma estrutura que não foi identificada na linha média.

Quanto tempo dura o exame?

A duração do exame depende muito da qualidade das imagens obtidas. Em condições favoráveis pode ser fácil e rápido obter imagens bonitas. Em situações desfavoráveis tenta-se obter imagens até o limite máximo de 20 minutos. Além deste tempo torna-se inútil continuar tentando pois com o passar do tempo o feto acaba percebendo a movimentação sobre o abdome e instintivamente protege a face, cobrindo-a com os membros ou virando o rosto para o lado da coluna materna.

É possível fazer imagens das mãos, pés e genitália?

Sim, entretanto as extremidades geralmente estão em contato com a parede do útero e portanto não estão envoltas em líquido amniótico. Assim sendo torna-se muito difícil a obtenção de imagens nítidas das extremidades.

O convênio cobre o exame de 3D/4D?

Não, este exame não é coberto pelos convênios.

Qual é a diferença do 3D para o 4D?

A função 3D do aparelho produz imagens estáticas, porém com melhor qualidade. O ultrassom 4D permite visualizar imagens com movimento, com qualidade um pouco inferior pois a coleta de imagens é feita de forma rápida e contínua.

Mitos e verdades sobre o ultrassom 4D

Será que este tipo de ultrassonografia é um teste essencial na gestação? Quando ele deve ser feito? Existem questões acerca do tema e nós vamos responder algumas.

O ultrassom 4D é essencial no pré natal.

Mito.

Apesar de utilizar uma tecnologia avançada e possibilitar uma vista melhor do feto, do ponto de vista médico, nem o ultrassom 3D ou 4D são essenciais no controle pré-natal e não dispensam a realização do exame convencional. Em algumas situações específicas, ele pode ser requisitado para mostrar detalhes de possíveis malformações externas – das extremidades e faciais, mas isso não é uma regra.

O período mais indicado para se realizar um ultrassom 4D é entre a 26ª e a 30ª semanas.

Verdade.

É a partir da 26ª semana de gestação que se pode ter uma visão mais nítida do rosto do feto. Ainda assim, elas não são perfeitas, nem tão pouco bonitas, pois ele ainda está em formação e há pouco tecido adiposo sob a pele, destacando muito seu esqueleto.
Por outro lado, após a 30ª semana, o bebê está muito maior, ocupando grande espaço no útero, o que dificulta as imagens boas.

A imagem sempre fica boa.

Mito.

Mamães e papais, é muito importante ficarem atentos a isso. Nem sempre a imagem ficará boa ou sequer vocês conseguirão ver o rosto do seu filho. Uma imagem em boa qualidade depende:

  • Da posição do feto – ele pode estar com as mãozinhas no rosto, muito próximo da parede do útero ou de costas para a barriga;
  • Da posição do cordão umbilical – que pode estar à frente do rosto;
  • Da quantidade de líquido amniótico – pouca quantidade não favorece a leitura e
  • Da quantidade de gordura que a mãe tem na barriga – seu excesso dificulta a passagem das ondas.

O ultrassom 4D é uma evolução do 3D.

Verdade.

Conforme falamos acima, o 4D é uma evolução do 3D e a grande vantagem é que é possível ver o bebê em tempo real.

O ultrassom 4D é indicado para diagnosticar doenças.

Mito.

Em geral os exames em 3D ou 4D conseguem apontar às mesmas doenças que o ultrassom convencional, como problemas na coluna; Síndrome de Down; malformações nos órgãos e no cérebro e lábio leporino. A diferença é que eles podem apresentar uma imagem mais próxima da realidade, ajudando na identificação desses problemas. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, comparou a eficiência do ultrassom 3D com a do bidimensional para o diagnóstico de hipoplasia pulmonar letal do recém-nascido. Os pesquisadores apontaram que conseguiram identificar 11 vezes mais chances de o feto apresentar a doença no exame em 3D, contra duas vezes nas demonstrações feitas pelo procedimento tradicional.

Por outro lado, o 4D ou 3D ainda não excluem a ultrassonografia tradicional na gravidez.

Dá para ver a fisionomia do bebê.

Verdade.

Por apresentar imagens em movimento, no ultrassom em 4D é possível ver o formato do rosto e até caretas que ele esteja fazendo. Porém, como já abordado, a imagem nítida dependerá de vários fatores.

Convênios não cobrem o procedimento.

Depende.

Isso vai depender do convênio adquirido, mas nenhum plano é obrigado a oferecer o serviço. Isso porque não há justificativa médica de que ele seja indispensável. Além disso, trata-se de um procedimento mais caro, em média R$ 300.

É possível gravar o ultrassom 4D.

Verdade.

Os pais que desejam levar para casa o vídeo do pequeno podem pedir a gravação das imagens. Aliás, a própria clínica que realiza o procedimento já oferece um DVD com as imagens do bebê, com adicional.

Conforme você pôde conferir, existem diversos mitos e verdades sobre o ultrassom 4D e os pais devem estar atentos à eles. De toda forma, antes de realizar o exame, vale a pena fazê-lo numa clínica de confiança. Este é o caso da Clínica Gabriel, localizada na cidade de Tupã, estado de São Paulo, na Rua Caingangs, 780, Parque Universitário I.

Se você deseja realizar o ultrassom 4D em Tupã, eternizando as primeiras imagens do seu filho, realize o agendamento do exame pelos telefones (14) 3491-2039 ou (14) 99720-2039.

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